sexta-feira, 28 de setembro de 2007

História da Bandeira Brasileira

A Bandeira que conhecemos hoje nem sempre foi assim.
Ela passou por diversas transformações no decorrer dos anos até chegar ao que conhecemos hoje.

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BANDEIRA DA ORDEM DE CRISTO

1332 -1651

A Ordem de Cristo, rica e poderosa, patrocinou as grandes navegações lusitanas e exerceu grande influência nos dois primeiros séculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota cabralina e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas. Os marcos traziam de um lado o escudo português e do outro a Cruz de Cristo.

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BANDEIRA REAL - D. MANOEL

1500 - 1521

Era o pavilhão oficial do Reino Português na época do descobrimento do Brasil e presidiu a todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra até 1521. Como inovação apresenta, pela primeira vez, o escudo de Portugal

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BANDEIRA REAL - D. JOÃO III

1521

O lábaro desse soberano, cognominado o "Colonizador", tomou parte em importantes eventos de nossa formação histórica, como as expedições exploradoras e colonizadoras, a instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior divisão do Brasil em dois Governos, com a outra sede no Maranhão.

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BANDEIRA SOB DOMÍNIO ESPANHOL

1616 - 1640

Este pendão, criado em 1616, por Felipe II da Espanha, para Portugal e suas colônias, assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela "União Ibérica".

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BANDEIRA REAL D. JOÃO IV OU RESTAURAÇÃO

1640 - 1683

Também conhecida como "Bandeira de D. João IV", foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território. A orla azul alia à idéia de Pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646.

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BANDEIRA DO PRINCIPADO DO BRASIL

1645 - 1816

O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. A esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso País.

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BANDEIRA DE D. PEDRO II - PORTUGAL

1683 -1706

Esta bandeira presenciou o apogeu de epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na Bandeira atual, adotada pela República.

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BANDEIRA REAL SÉCULO XVII

1600 -1700

Bandeira Real Século XVII (1600 - 1700). Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado dos três pavilhões já citados, a Bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal.

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BANDEIRA DO REINO UNIDO DO BRASIL

1816 - 1821

Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera armilar de ouro, em campo azul, que passou a constituir as Armas do Brasil Reino.

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BANDEIRA DO REGIME CONSTITUCIONAL

1821 - 1822

A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil.

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BANDEIRA DO IMPÉRIO DO BRASIL

1822 - 1889

Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.

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BANDEIRA PROVISÓRIA

15 a 19 Nov. 1881

A República acabava de ser proclamada e o novo regime buscava em todos os seus atos e nos mínimos detalhes a sua afirmação política.
Um dos primeiros atos referiu-se à Bandeira. Foi feita uma bandeira que era uma cópia da bandeira americana, só que em verde e amarelo. Foi repudiada pelo povo e pelos próprios republicanos, suscitou tal oposição que, durou apenas quatro dias, e foi substituída pela atual.


Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio.

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BANDEIRA ATUAL

Decidiu-se então manter o losango em fundo verde, mas menor, sem tocar as bordas e, no centro, foi desenhado o globo azul, com estrelas e a faixa com a frase "Ordem e Progresso". Esta conservou as cores verde e amarela, que, além de representarem as Casas Reais de Bragança e Hadsburgo-Lorena, representavam ainda: o verde - nossos mares e florestas;
o
amarelo - a riqueza de nosso solo.
O
azul e o branco dizem respeito às cores da Bandeira lusa, ao tempo de Afonso Henriques, 1º rei de Portugal.
As estrelas, no céu de primavera, fixam a presença ideal de todos os Estados, na noite da Proclamação da República, no Rio de Janeiro.
Cortando a esfera aparece a faixa branca com o dístico "Ordem e Progresso", grafado em letras verdes, lema que sugere a dinâmica da vida nacional.
A faixa branca significa o Equador Terrestre, daí porque apenas uma estrela está colocada acima dos hemisfério norte, representado pela estrela "Spica".
O projeto da Bandeira foi aprovado e entregue, para sua execução, ao pintor Décio Vilares. Ao astrônomo Manuel Pereira dos Reis coube a localização das estrelas.

Fonte: www.uol.com.br

África do Sul 2010